O Deputado Federal do PDT (RJ) Brizola Neto, tomou posse nessa quinta feira (3) após sua nomeação na segunda (30), indicado pela presidente Dilma Rousseff para assumir o Ministério do Trabalho. Em evento no dia do Trabalhador, diz que sua primeira tarefa é atuar em função da união do partido, que não se agradou muito com a “falta de Comunicação“ de Dilma. Após o anuncio do novo ministro, o vice-presidente nacional do partido, deputado André Figueiredo (CE), falou sobre essa falta de diálogo. “O partido não tem indicação nenhuma neste processo. É uma indicação da presidente. Ela nunca chamou o partido para conversar. Esta relação [com a presidente] vem arranhada desde dezembro. [...] Ainda não houve diálogo. O que houve foi uma comunicação do novo ministro. A falta de diálogo é algo que nos desagrada”. O vice-presidente afirma ainda que Brizola Neto não era o nome que mais agradava a legenda.
Além de Brizola Neto eram cotados para o cargo o secretário-geral do partido, Manoel Dias, e o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), mais Brizola era o nome preferido de Dilma, depois da saída de Lupi em dezembro de 2011 após sofrer “perseguição política e pessoal da mídia” como ele mesmo disse. Tudo isso posterior às denuncias no começo de novembro, quando surgiu a informação de que haveria um esquema de cobrança de propina de ONGs contratadas para capacitar trabalhadores.
Em nota, Dilma demonstrou confiança no novo ministro e afirma que trará grande contribuição para o país. Agradeceu ainda a colaboração do ex-ministro Carlos Lupi, e do ministro interino Paulo Roberto dos Santos Pinto na “consolidação das conquistas obtidas pelos trabalhadores brasileiros nos últimos anos”.
Brizola Neto se torna então o ministro mais jovem do governo de Dilma com apenas 33 anos, e é neto do fundador do PDT e ex-governador do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, que faleceu em 21 de junho de 2004.
CleicianoGaldino.

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